terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O homem perfeito ou o homem perfeito para nós?

O que me motivou a escrever sobre o homem perfeito foi a frase supostamente de autoria de Jô Soares, que circula no Facebook, de que o homem perfeito, se existisse só poderia ser gay. Conclusão a que ele chegou depois de descrever qualidades e ações só praticadas pelo homem perfeito.
Tenho estado longe do Brasil há seis anos e fico imaginando o que se passa para que o Jô tenha tão pouca fé nos homens, sendo ele um. Não digo que a falta de fé nos homens recaia apenas sobre as mulheres e homens brasileiros. Creio que isto é um problema mundial, como a crise, do abastecimento da água, a fome e o desemprego. O próprio Jô, sendo homem, não acredita em homens perfeitos. Tenho pena das mulheres que quiserem privar com ele.
Mas tanto aqui como lá, ouço o suspirar das mulheres em busca de suas caras metades e conheço versões dos limites a que uma mulher pode chegar em busca da sua perfeição de homem.
O problema está nos significados a que todos dão ao homem perfeito. Nas sociedades ocidentais, da criança a idosa, vivemos bombardeadas pelas imagens deste tipo
de homem: com as qualidades de príncipe encantado dos contos infantis, com a presença e o sex appeal do macho alfa, que pode, manda e consegue tudo que quer do mundo dos negócios ou a do homem bonito, rico e poderoso dos romances. Olhando para esse perfil, creio de mais 85% da população masculina estaria fora destes padrões. Por isso, quem pode concorrer com tais homens?
E assim, seguem-se as desilusões e frustrações porque não encontramos o tal homem mesmo que estejamos acompanhadas. Parece que a pessoa ao nosso lado nunca é suficiente para nós, uma vez que estamos a espera de ser arrebatadas da nossa realidade pelo nosso príncipe encantado, pelo poderoso homem de negócios ou pelo homem romântico, carente, bonito e rico dos romances. Passamos a vida para suspirar por estes homens que parecem nunca chegar.
Conseguimos sair para encontros e passar todo o período avaliando a nossa companhia, buscando identificar os sinais do homem perfeito. Como resultado, a frustração nos acompanha à saída do encontro e mais um homem perdeu a oportunidade de ser "descoberto". Não estou com isso, dizendo que devemos nos entregar ao primeiro que aparece, mas que dev
emos dar uma chance ao tempo, que pode tudo, inclusive nos reservar boas e grandes surpresas. Afinal, que homem pode rivalizar com tal competição. Entretanto, vamos pondo de lado a oportunidade de apreciar um sorriso, um toque de mãos, um beijo, um abraço, por não termos dado a oportunidade de conhecer sequer a pessoa.
Homens perfeitos não existem. A ideia de perfeição segue uma lógica narcisita e positivista de ver o mundo, as coisas e as pessoas. Nesta lógica, o ter vem antes do ser. O homem perfeito só poder ser bonito, ter dinheiro, poder, sex appeal, aquele charme que envolve até os homens. Só depois saberemos até onde vai a sua capacidade de amar. Creio que as mulheres que buscam apenas estes homens sofrem de uma necessidade tremenda de se sentirem seguras com o que quer que eles lhes proporcionem. São mulheres que apagaram seu próprio calor e luz interiores. Não acreditam que a felicidade está para além de certos aparatos. São mulheres que deixaram de acreditar, não no príncipe encantado e nas imagens tolas de que já falamos, mas na vida, na felicidade e no amor. E quando elas efetivamente descobrem esta realidade, já têm ao seu lado um ogre no lugar daquele com quem se casou. Nem o dinheiro que ele possuía ameniza o fato dela viver com uma pessoa que no fundo, não a vê mais do que com um bem adquirido. E aí você vê que pagou um preço caro pela sua "felicidade".
Homens perfeitos para nós é que existem. Há muitas mulheres que o podem testar. E elas nos dirão, eles não são perfeitos, mas com o que já fazem, através do companheirismo, da compreensão, da camaradagem, podem estar a caminho da perfeição. Por isso, o homem perfeito para nós nos toca a alma, acaricia o nosso espírito assim que nos avista. Mas este homem só surge na vida das mulheres que ousam acreditar e esperar para reconhecê-los. E mulheres com esta ousadia seguem um caminho interior que cancelou as imagens que lhe puseram na cabeça. Elas acreditam primeiro no que sentem. E se encontram um bobalhão pelo caminho, sabem muito bem que não estão diante do homem perfeito para as mulheres que elas são e nem se trata do homem que elas precisam. Elas conseguem sentir e perceber o ser que está ao seu lado antes de querer que ele seja simplesmente lindo de arrasar, chique de doer, podre de rico e mais poderoso que o Belusconi na Itália. Se ele assim o for e ainda amá-la, que assim seja. Mas se não for, que lhe vale viver num castelo onde geme e chora se não tem com quer sorrir e ser feliz?
A mulher que procura o homem perfeito para ela, acredita na vida, na possibilidade que a vida tem de reconhecer as suas necessidades e de ajudá-la na hora certa. Geralmente, esta será uma mulher que batalha pelas suas ideias, pelos seus compromissos, uma mulher que ama a vida e está em sintonia com a vida. Vitoriosa, ela irradiará a luz necessária para que o homem perfeito para ela a enxergue em meio a escuridão de alguns valores que reinam a nossa volta. A luz dela com a luz dele é a ponte para os dois se encontrarem nesta vida. E se pudesse definir toda esta reflexão... diria que é tudo uma questão de fé.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

E dá para não concordar com este simples cordel?


BIG BROTHER BRASIL

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.



Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo

Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.


Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.


Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.


Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.


Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.


Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.


Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.


Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.


A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.


Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.


Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.


Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.


É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.


Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.


E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.


E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.


E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.


A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.


Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.


Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?


Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal…

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal…


FIM Salvador, 20 de fevereiro de 2011.

sábado, 30 de abril de 2011

Amar sob perspectivas

Amar é para quem acredita, certo? Isto é uma perspectiva. Amar pode ser muitas coisas, ter infinitos significados para muitas pessoas.


Por que amar é tão difícil? Outra pesperctiva! Amar não deveria ser difícil, difícil é conviver. Acredito enquanto estou a escrever isto que não devo expor nenhuma "pérola de pensamento"! Mas se as pessoas assumem que querem conviver, por que isto é considerada uma "arte"? O que faz da convivência entre as pessoas algo tão complexo?


Por que dói quando as coisas não dão certo e tudo que você deseja é ir embora e começar tudo de novo? Por que fica no lugar do coração um imenso vazio depois que você acredita que está apenas a perder tempo?


Por que é tão difícil amar no dia de hoje? O que está acontecendo com as pessoas? Porque eu sei que muitas pessoas ainda acreditam no amor e querem alguém para amar! Então, por que carinhos e mimos são mal recebidos quando estas pessoas estão pressionadas pela sua vida e rotinas estressantes?


Se amamos alguém e esta pessoa não está bem, não devemos fazer de tudo para que ela fique melhor? E fazer isto significa o quê? Deixar que ela se vire e saia desta situação sozinha? Se é assim, para que existem os companheiros? Sim, companheiros, aqueles a quem escolhemos para andar connosco. Companhia signfica ter alguém com que podemos contar em algum projecto: casar, morar, trabalhar, ser amigo.


Tenho receios pelo mundo actual. Tenho receios de que muitos analistas sociais estejam certos ao pressagiarem que estamos a ficar desconectados dos nossos sentimentos, da nossa vida pessoal. Afinal, quem tem tempo para dar um beijo ou um abraço simplesmente no dia das mães ou no dia-a-dia delas? Quem se lembra de sentar uma vez ou outra para conversar com seu pai, embora ature todo tipo de conversas, manias e rituais com amigos e pessoas não tão amigas? Quem se lembra de ligar para um amigo apenas para saber como ele está?


Se uma pessoa está sempre ocupada em sobreviver, ao invés de viver neste mundo, que lugar terá as pessoas na sua vida?


Entretanto, se eu penso tudo isto, fica a pergunta final: se eu não tenho vez na vida desta pessoa o que ainda estou fazendo nela? A persistir num erro?


Desculpem isto não parecer nem de perto reflexões pedagógicas, mas até as pedagogas tem seus dias de gatas borralheiras junto ao borralho, onde sofrem e perguntam a razão das injustiças do mundo.


No final, penso que uma perspectiva a rever é deixar de querer amar. Afinal, deve dar menos trabalho e não permite encher tantas linhas, como faço agora.




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Justiça feminina

Lembro sempre de uma professora que marcou a minha caminhada na Licencitura em Pedagogia e ela dizia sempre: "Me reconheço nas mulheres que me fazem vibrar por ser mulher! E me recuso a ser mulher quando vejo alguém não assumindo este papel no seu mais alto significado."
Esta frase que marcou esta caminhada e me faz ser a profissional que sou e a expressar isto em meu trabalho como professora universitária, foi trazida a baila por certo facto que passo a narrar.
Hoje, assisti pela manhã o programa Companhia das Manhãs da SIC, na altura da secção do Registo Criminal, onde denunciavam o resultado de um processo que deixava um violador de uma menina de 11 anos em liberdade e culpabilizavam a mãe pelo acontecido.
O assunto me chocou, não só pelo tema em questão, que deve chocar qualquer mulher (e penso, qualquer pessoa) em qualquer altura da sua vida.
Me chocou também o facto daquela mãe ser culpabilizada pelo que aconteceu. Podemos, nós mulheres cercarmos nossos filhos de atenção - se o tivermos (não sou mãe), e isentá-los e imunizá-los de toda agressão? Que mãe tem tempo e concebe prever, intuir que seu filho está sendo vítima desta ou daquela agressão? Se assim o fosse, as mães perceberiam quando seus filhos sofressem todo os tipos de abusos: o do booling, da violação, entre outros. Isto não desobriga as mães de estarem atentas a qualquer mudança de comportamento dos filhos. Não é isto que quero dizer.
Não consigo me ver na mulher que é esta juíza que sentencia a mãe e deixa em liberdade um violador, pedindo que ele tente não se deixar levar novamente pelo desejo de violar outra criança ou quem sabe a mesma criança! Passa-se paninhos quentes no agressor e agride-se a vítima onde deveria se fazer justiça!
Onde estamos, afinal?
Culpa-se a mãe! E aí está um sinal da mentalidade deste país quanto ao papel das mulheres na sociedade e na constituição da família. A mulher portuguesa - e não só ela! (vejam as estatísitcas com relação as mulheres russas mortas sob violência doméstica) - carrega sobre os ombros pesados fardos. Afinal, quantas coisas passam ao longe na visão de qualquer pessoa! Até as mães de família são falíveis!
E deixa-se livre um homem doente com a possibilidade de vir a causar estragos em outras famílias ou na mesma família (fora os estragos que já existem!)! E tudo porque a justiça acreditou nas desculpas que ele alegou: "Foi ela quem me pediu"! Que criança de 11 anos pede a um homem que lhe viole?!!!
Desculpem a força do desabafo e a crueza das palavras, mas o caso me chocou muito.
Não conheço todos os meandros do processo, mas lembro de certo artigo que uma advogada brasileira publicou anos atrás e que dizia: "Anos atrás quando uma mulher era violada, isto era um tabu. Ela não falava sobre isso. Era uma vergonha. Hoje, com todos os aparatos e organismos sociais e jurídicos, acredita-se que quando uma mulher diz que foi violada, é porque foi mesmo!"
Sabemos que há casos e casos em que isto é ou não verdade, mas o que me incomodou neste caso, foi de facto a repreensão da justiça sobre a mãe pelo acontecido a filha.
E fica aqui algumas questões: quem está em julgamento? quem tem ser culpabilizado pelo que aconteceu? Como podemos proteger as verdadeiras vítimas? E que sociedade estamos produzindo, lutando para constituir?
Fica aqui o desabafo de uma cidadã que não vê certos factos e cruza os braços de uma forma passiva. Fica o convite a alguma reflexão e quem sabe alguma reacção de alguém que possa de facto impedir que estes monstros continuem em liberdade. Lembro que uma pessoa não pode ser julgada duas vezes pelo mesmo crime. Portanto, teremos que esperar que ele -o violador deste episódio- agrida outra pessoa até que se faça verdadeira justiça? Se é que a farão! E a justifica-se o descrédito que todos vivemos em torno da justiça (que só é feita para alguns) e na política (que neste momento, também se isenta de rever certos ajustes jurídicos ou não, que já não beneficiam a sociedade actual).
Deixo aqui também a recomendação para verem um filme que também é um a denúncia, chamado "Tráfico Humano".
Finalizo dizendo que ainda me reconheço em todas as mulheres que lutarem contra qualquer injustiça seja ela de que tamanho, em todo e qualquer espaço e sobre toda e qualquer pessoa!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ticeduca2010 em Lisboa

Estamos encerrando o primeiro dia oficial do Ticeduca 2010, embora o evento tenha aberto um espaço no dia anterior para a realização de apresentações de projectos doutorais, onde estudantes de programas doutorais puderam partilhar suas investigações em diferentes temáticas e em diferentes estados de situação.
Foi com toda certeza uma tarde muito proveitosa, uma vez que para além da apresentação dos trabalhos, obteve-se olhares de um arguente senior abalisado para o efeito e de uma platéia mista entre alunos e professores interessados no debate.
O dia de hoje foi bastante interessante, com uma manhã de conferências com convidados internacionais que nos brindaram com suas investigações em torno do e-Portifólio e das Plataformas de Aprendizagem Personalizadas (PLE's). Esta última conferência se diferenciou pela presença do professor britânico Grahan Attwell que, em seu discurso, defendeu sua visão de Pedagogia Radical, de ambientes sociais de aprendizagem, da necessidade da revisão do currículo escolar para integração dos contéudos construídos nestes ambientes de aprendizagens sociais. Defendeu ainda a importância da compreensão das mudanças que estes ambientes sociais proporcionado ou não pelas tecnologias da web 2.0 para a educãção, para a comunicação e partilha.
Agora a tarde, distribuiu-se o tempo entre sessões temáticas, onde tivemos oportunidades de assistir e debater imensos trabalhos relacionados a àrea das tecnologias na educação.
E como o dia ainda não acabou, teremos ainda a seguir uma sessão de poster onde outros trabalhos poderão ser vistos, apresentados e debatidos.

I Fórum Investigar e Intervir em Educação

Penso que o I Fórum Investigar e Intervir em Educação a se realizar na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto em fevereiro do próximo ano é mais um espaço para partilha e socialização de investigações a todos os níveis na área da educação.
Deste modo, faça aqui a divulgação do mesmo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eleições no Brasil

Acho interessante todas estas manifestações de cidadania e informação sobre os candidatos à presidente do Brasil, inclusive a partilha de muitos e-mails, carta-abertas ao povo brasileiro.
Só acho que quando alguém diz "não vote em fulano", ele interfere na decisão individual daquele que lê esta mensagem e tem direito a escolha.
Tenho recebido uma enxurrada de e-mails sobre o assunto e cada um a falar da candidata apoiada pelo Lula. É só desta forma que tenho acompanhado as eleições no Brasil. Mas só ouço falar mal da Dilma. E os outros candidatos? São melhores que ela ou piores?
Eu penso que antes de acusar este ou aquele candidato deveríamos pensar numa alternativa. Sem Dilma, o que é que nos resta?
E olha que não estou saindo na defesa dela. Não votarei, pois não estou no Brasil.
Mas me preocupo com a maioria que vai acabar sendo influenciada por todas as formas de propaganda. Influencia que irá recair no mesmo erro. (E olha eu aqui já manifestando a minha opinião e prevendo os resultados desta eleição!!!! Mas afinal, não é assim que a maioria dos brasileiros irão para as urnas: sem muitas esperanças de que algo resulte?)
Desculpem o desânimo, mas creio que não temos nenhum candidato com o perfil que o Brasil precisa para presidente para hoje, para o Brasil com os problemas que ele vive e com as soluções urgentes e necessárias.
E qual é a opção que sobra?
É nisto que temos que pensar.
Porque se não iremos voltar na Dilma, iremos fazer o que? Votar no Serra?
Achas que ele é menos corrupto que qualquer um no governo Lula? E eu não o estou afirmando. Afinal, ele continua a concorrer a eleições e o que é provado a cerca dos seus governos anteriores? Isto pode ser manifestação de incorruptibilidade? Quem o poderá dizer?

Tenho permanecido calada, avaliando tudo que eu recebo e leio. Porque eu leio tudo, mesmo sem muito tempo para isso.
E, como não sou uma "Maria vai com as outras", prefiro olhar a situação em todas as suas dimensões e penso que assim é que se decide o certo, ou pelo menos, o mais certo.

Espero que por aí, as pessoas saibam fazer isso e se herdarmos um governo Dilma ou um governo Serra, penso que herdamos aquilo que merecemos. Afinal, prestigiamos aqueles que nada farão pelo nosso país. E a decisão é nossa! E como essa decisão é nossa, temos que responder pelas consequencias dessas escolhas.

Boa sorte para o nosso país!