segunda-feira, 14 de abril de 2014

Definições...

O que se é para alguém?

Outro dia, assistindo o Sex and the City, vi o dilema de Carry em não saber o que era e o que estava vivendo com o sr. Big. Vi o sr. Big sempre se furtar de dar as respostas que ela esperava, confundindo-a, distraindo-a, como se as perguntas pudessem ficar sem respostas.
Agora lendo um romance, vejo a personagem sofrendo pelo mesmo dilema, com medo de dar o próximo passo, tentando ouvir o que representa, embora vivendo situações de completa partilha. Será o suficiente?
Há pouco tempo vivi a cena em que eu mesma era protagonista do mesmo dilema. O que somos para a pessoa com quem andamos a sair? Nem falo a palavra relação. A palavra relação parece implicar imensas coisas, como compromisso e isto parece um palavrão, um tabu que não deve ser tocado. Mas como utilizar outra palavra quando saímos com outra pessoa, empregamos nosso tempo e interesses em conhecê-la, entendê-la, saber tratá-la? 
Entre pessoas que estão interagindo existe algum nível de relacionamento e depois de um ano de relacionamento, o que se é para a pessoa a outra pessoa?
Pelo que eu suponho do caso da Carry, da heroína do romance que estou lendo e do meu próprio romance, esta falta de definições denota sempre de um lado alguém inseguro quanto a sua posição no romance e do outro lado, alguém que viveu um relacionamento traumático, gerando mágoas, ressentimentos, desconfianças e inseguranças em relação aos relacionamentos atuais.
Me vejo revisitando Bauman e sua teoria do amor líquido. É mais fácil fugir, fingir, substituir o relacionamento presente para não haver sofrimento? Parece que sim... Mas o que buscamos? O que procuramos dentro de nós? O que buscamos no outro? Que tipo de relacionamento queremos viver? O que queremos ser para a outra pessoa?
Parece a questão (ou questões) do século e no entanto, deve passar despercebida diante de inúmeras questões que parecem ter mais urgência de serem respondidas, como a solução para a crise energética, a extinção de animais, que tem seu devido valor, mas não desmerecem as questões que dizem respeito ao relacionamento humano e suas trocas sociais.
Eu confesso que não consigo viver sem definições. Claro que nem tudo deve ter um nome, uma classificação. Não vivo de rigidez e regras, mas certas definições nos ajudam a pensar nosso lugar no mundo e principalmente na vida de outra pessoa.
Podemos nos acalmar e dizer que é só uma questão de tempo. Será mesmo?
Quando alguém te olha e não sabe dizer o que você representa para ela, o que você pode esperar? É claro que aquele brilho nos olhos da pessoa, seu toque, a entrega dispensam palavras.
Por que precisamos ouvir da pessoa que somos especiais, que somos a pessoa que estão procurando? Isso é ser humano, é buscar definir-se e definir as situações em que se está envolvido.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Portugal,

Por que não terra de pescadores?
Já não há caravelas a singrar os mares, 
a não ser a de Sagres.
As terras já foram todas descobertas.
E seus donos a reclamaram para si.
Mas os pescadores, estes ficaram.
Permaneceram na busca de tempos melhores.
Vislumbram as riquezas que o nosso mar lhes pode conceder.
De pé, nos dias de sol, focam o horizonte na tentativa de perceber
os sinais que o mar lhes dá.
Lançam os anzóis e as iscas.
Seguram as canas com as suas mãos marcadas pela força e pelo sol.
Seus músculos fletidos estão preparados para as duras lides.
O que poderá o mar lhes dá hoje?
Ó Mar prazenteiro, a quem vos peço.
Dai-me peixes, dai-me mariscos.
Dai-me aquilo que vim buscar.
Ordena aos deuses que te protegem
Que me concedam a boa sorte.
Ó Mar bravio e senhor!
Concedei aos marinheiros da terra
Aos valentes e nobres pescadores
A riqueza dos teus oceanos
Para que encham as suas mesas
Que preencham os seus bolsos
Pois nos tempos de crises.
O que o Mar dá sempre vem ajudar.
Lança a tua cana, meu filho,
Responde o mar generoso.
Obtém de mim o que precisas e
Para isto, basta que venhas pescar.
E o pescador volta a sua casa satisfeito.
Com a sua saca cheia de peixes.
Todos para seu deleite.
E neste dia, ele dorme a sorrir.

Rodrigues, S.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Bíblia - reflexões desdobradas após a série

Assistimos no sábado  de Aleluia e no domingo de Páscoa a emissão pela SIC a série A Bíblia, estreada nos Estados Unidos, tendo o Diogo Morgado no papel de Jesus. Ter o Diogo Morgado neste papel foi um chamariz tão eficiente quanto a ideia de ver a Paixão de Cristo no feriado pascal. Série vai continuar só dedicada a Jesus
Em Portugal a série, de dez horas, estreou-se no fim-de-semana de Páscoa e fez com que a SIC, o canal que a transmitiu, se tornasse líder de audiências. Dividida entre a tarde de sábado (Antigo Testamento) e a tarde de domingo (Novo Testamento), a série foi vista no total por 1 milhão e 353 mil espectadores.
Para mim, vê-lo naquele papel, e sentir a sua doce e intensa interpretação de Jesus Cristo tocou-me. Senti-me envolvida em doce energia, não em função do Diogo Morgado desempenhar o papel de Jesus, mas por ele realmente incorporar a doce magia, o doce olhar, o doce toque, a sutileza que relembram Jesus. Foi como se tivéssemos sidos visitados pela verdadeira energia cristã em nossa casa. Digo isto, pois todos a minha volta sentiam-se da mesma forma: suavizados, acometidos de uma doce paz que nos fez até falar mais baixinho e suavemente uns com os outros nas horas que se seguiram.
Eu me sinto inspirada por filmes e livros. Este filme serviu para renovar em mim não só a fé que já tenho na vida assim como numa Espiritualidade Maior. Serviu-me para rever-me enquanto pessoa em edificação, construção e aprendizados contínuos. Serviu-me para sentir-me como alguém que não está pronto nem acabado, mas que serve como receptáculo para as doces e profundas mensagens de aprendizagem que a Páscoa e o amor de Jesus evoca.
Não vou fazer apologia de religião nem de credos. Cada um tem a sua visão de mundo, de vida, de fé, de espiritualidade e espiritualização, dentro da sua condição evolutiva. Cada um vê e sente a vida com a bagagem que possui agora. E por isso, cada um vive esse momento da sua forma mais particular, embora possa partilhá-la com os outros.
Eu vivo meu amor pela vida e pela Espiritualidade Maior em meu íntimo e só o partilho com os que a mim são chegados. Pois muito do que eu vivo se processa em silêncio e o que é físico, no fundo, só eu posso dar conta e perceber o resultado do que se vai processando. Aos demais, cabe apenas ver o que se vai refletindo no meu íntimo e que irradia nos meus olhos, no meu sorriso, na alegria, no meu bem-estar e no meu estado mais permanente de ser.
E tenho dito sem contudo considerar que esta é a última palavra sobre o assunto!

domingo, 24 de março de 2013

Argo

                                               foto de uma das cenas do filme Argo
Assisti ao "Argo" (2012) depois da sugestão de um amigo, pois perdi a temporada no cinema no período de sua estreia. Para quem ainda não viu, há um site que disponibiliza o filme aqui. É um filme produzido e protagonizado pelo excelente ator norte-americano Ben Afleck e cuja sinopse pode ser consultada no link destacado.
Eu vejo marcas de desvario no rosto da guerra, mas lamento ainda mais que esta não poupe as verdadeiras vítimas de violências e guerras. Também nota-se o rosto daqueles que estão perdidos no meio das turbas, a protestar a sua própria luta e a manifestar a sua própria dor. Porém, tenho medo de contaminação emocional coletiva, desta que faz com que indivíduos possam se perder no meio de uma multidão e apesar de não concordarem com os atos desta, no momento da contaminação, são apenas pessoas no meio de um grande cardume a seguir rumo a uma direção, que noutro momento individualmente, sem a projeção das grandes emoções, ele poderia até rejeitar.
De todo modo, tive o estômago colado a espinha durante todo o filme, suspendendo a respiração e torcendo para que os reféns (6 americano refugiados na embaixada canadense em 1979 após fugirem da própria embaixada durante um golpe no Irã como efeito para pressionar o retorno do ex-Xá) sejam resgatados. A trama está mesmo bem construída e bem dirigida.
Fico feliz que a ideia tenha surgido de uma forma "inocente" numa simples chamada telefónica com uma criança. Acho que tudo tem uma ligação. Acho que a pureza e a simplicidade de todos os fatos se juntando numa trama estratégica para resgatar os seis americanos foi muito bem pensada. 
Há um elemento comum no filme que se assemelha a praticamente todos os filmes americanos que já vi sobre resgates ou sobre vôos sequestrados. Quando tudo parece se conduzir para um desfecho certo, o governo americano representado por algumas pessoas, geralmente aqueles que encrencam  a engrenagem toda, cancelam os planos. É óbvio que isto também se torna o ponto alto do filme, gerando a adrenalina e te fazendo pensar por alguns minutos se tudo acabará bem. 
A figura do Tony Mendez (Ben Afleck) demonstra que no mundo e em operações complexas e determinantes para a sobrevivência dos envolvidos, existem pessoas com capacidades argutas, altruístas, corajosas e perseverantes. 
Apesar de não fazer apologia para filmes que criam uma imagem dos Estados Unidos como aqueles que sempre ganham, este filme me faz acreditar que quem luta pelo bem ou por algum ideal deve e acaba por ser recompensado. Me faz acreditar, enquanto educadora, que certas atitudes em favor do bem comum valem a pena de serem tomadas, mesmo que certos burocratas se coloquem no caminho.
E num período em que se vive (falo da Europa na sua condição atual, mas também me reporto ao mundo de uma maneira mais generalizada) em crise multi dimensionais e cujas possibilidades de mudanças parecem esgotadas e há muito perdidas, filmes como esse deixam alguma semente de esperança e agradeço por ter algo mais em que me agarrar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O homem perfeito ou o homem perfeito para nós?

O que me motivou a escrever sobre o homem perfeito foi a frase supostamente de autoria de Jô Soares, que circula no Facebook, de que o homem perfeito, se existisse só poderia ser gay. Conclusão a que ele chegou depois de descrever qualidades e ações só praticadas pelo homem perfeito.
Tenho estado longe do Brasil há seis anos e fico imaginando o que se passa para que o Jô tenha tão pouca fé nos homens, sendo ele um. Não digo que a falta de fé nos homens recaia apenas sobre as mulheres e homens brasileiros. Creio que isto é um problema mundial, como a crise, do abastecimento da água, a fome e o desemprego. O próprio Jô, sendo homem, não acredita em homens perfeitos. Tenho pena das mulheres que quiserem privar com ele.
Mas tanto aqui como lá, ouço o suspirar das mulheres em busca de suas caras metades e conheço versões dos limites a que uma mulher pode chegar em busca da sua perfeição de homem.
O problema está nos significados a que todos dão ao homem perfeito. Nas sociedades ocidentais, da criança a idosa, vivemos bombardeadas pelas imagens deste tipo
de homem: com as qualidades de príncipe encantado dos contos infantis, com a presença e o sex appeal do macho alfa, que pode, manda e consegue tudo que quer do mundo dos negócios ou a do homem bonito, rico e poderoso dos romances. Olhando para esse perfil, creio de mais 85% da população masculina estaria fora destes padrões. Por isso, quem pode concorrer com tais homens?
E assim, seguem-se as desilusões e frustrações porque não encontramos o tal homem mesmo que estejamos acompanhadas. Parece que a pessoa ao nosso lado nunca é suficiente para nós, uma vez que estamos a espera de ser arrebatadas da nossa realidade pelo nosso príncipe encantado, pelo poderoso homem de negócios ou pelo homem romântico, carente, bonito e rico dos romances. Passamos a vida para suspirar por estes homens que parecem nunca chegar.
Conseguimos sair para encontros e passar todo o período avaliando a nossa companhia, buscando identificar os sinais do homem perfeito. Como resultado, a frustração nos acompanha à saída do encontro e mais um homem perdeu a oportunidade de ser "descoberto". Não estou com isso, dizendo que devemos nos entregar ao primeiro que aparece, mas que dev
emos dar uma chance ao tempo, que pode tudo, inclusive nos reservar boas e grandes surpresas. Afinal, que homem pode rivalizar com tal competição. Entretanto, vamos pondo de lado a oportunidade de apreciar um sorriso, um toque de mãos, um beijo, um abraço, por não termos dado a oportunidade de conhecer sequer a pessoa.
Homens perfeitos não existem. A ideia de perfeição segue uma lógica narcisita e positivista de ver o mundo, as coisas e as pessoas. Nesta lógica, o ter vem antes do ser. O homem perfeito só poder ser bonito, ter dinheiro, poder, sex appeal, aquele charme que envolve até os homens. Só depois saberemos até onde vai a sua capacidade de amar. Creio que as mulheres que buscam apenas estes homens sofrem de uma necessidade tremenda de se sentirem seguras com o que quer que eles lhes proporcionem. São mulheres que apagaram seu próprio calor e luz interiores. Não acreditam que a felicidade está para além de certos aparatos. São mulheres que deixaram de acreditar, não no príncipe encantado e nas imagens tolas de que já falamos, mas na vida, na felicidade e no amor. E quando elas efetivamente descobrem esta realidade, já têm ao seu lado um ogre no lugar daquele com quem se casou. Nem o dinheiro que ele possuía ameniza o fato dela viver com uma pessoa que no fundo, não a vê mais do que com um bem adquirido. E aí você vê que pagou um preço caro pela sua "felicidade".
Homens perfeitos para nós é que existem. Há muitas mulheres que o podem testar. E elas nos dirão, eles não são perfeitos, mas com o que já fazem, através do companheirismo, da compreensão, da camaradagem, podem estar a caminho da perfeição. Por isso, o homem perfeito para nós nos toca a alma, acaricia o nosso espírito assim que nos avista. Mas este homem só surge na vida das mulheres que ousam acreditar e esperar para reconhecê-los. E mulheres com esta ousadia seguem um caminho interior que cancelou as imagens que lhe puseram na cabeça. Elas acreditam primeiro no que sentem. E se encontram um bobalhão pelo caminho, sabem muito bem que não estão diante do homem perfeito para as mulheres que elas são e nem se trata do homem que elas precisam. Elas conseguem sentir e perceber o ser que está ao seu lado antes de querer que ele seja simplesmente lindo de arrasar, chique de doer, podre de rico e mais poderoso que o Belusconi na Itália. Se ele assim o for e ainda amá-la, que assim seja. Mas se não for, que lhe vale viver num castelo onde geme e chora se não tem com quer sorrir e ser feliz?
A mulher que procura o homem perfeito para ela, acredita na vida, na possibilidade que a vida tem de reconhecer as suas necessidades e de ajudá-la na hora certa. Geralmente, esta será uma mulher que batalha pelas suas ideias, pelos seus compromissos, uma mulher que ama a vida e está em sintonia com a vida. Vitoriosa, ela irradiará a luz necessária para que o homem perfeito para ela a enxergue em meio a escuridão de alguns valores que reinam a nossa volta. A luz dela com a luz dele é a ponte para os dois se encontrarem nesta vida. E se pudesse definir toda esta reflexão... diria que é tudo uma questão de fé.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

E dá para não concordar com este simples cordel?


BIG BROTHER BRASIL

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.



Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo

Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.


Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.


Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.


Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.


Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.


Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.


Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.


Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.


A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.


Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.


Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.


Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.


É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.


Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.


E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.


E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.


E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.


A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.


Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.


Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?


Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal…

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal…


FIM Salvador, 20 de fevereiro de 2011.